terça-feira, 28 de junho de 2016

Orgulho, preconceito e quase três meses de silêncio

Quase três meses sem aparecer por aqui. Eu deveria ter vergonha.

Mas, voltando agora ao lar, devo dizer que depois de ler Orgulho e Preconceito a gente se liberta dessas coisas.

Capa do livro que eu li.
Essa coleção é linda!
As pessoas na trama elaborada com excelência por Jane Austen se preocupam tanto com tanta coisa, que no final a gente respira aliviado quando tudo se esclarece.

Eu demorei pra ler Jane Austen também, e não foram só três meses. Anos e anos ouvi uma amiga viciada na autora me dizer que era fenomenal. Mas, eu sou da fantasia, sabe? Da Terra-Média, de Fantasia, do Mundo Atrás do Espelho. Então pensei que ler o retrato de uma época ia ser totalmente entediante. E, puxa, como eu adoro estar errada pro bem! Li Orgulho e Preconceito em dez dias e li me divertindo como nunca imaginei que fosse.

Elizabeth Bennet é leve, atrevida e muito à frente de seu tempo. Ela não quer casar por dinheiro, e não esconde que não se importa em ficar pra titia a não ser que encontre um amor avassalador em sua vida. E a mãe dela é louca. Mrs. Bennet irrita tanto quanto a nossa avó, mãe, ou aquela tia chata que sempre pergunta “Tá namorando, fia? Não vai casar?”. A realidade da personalidade da mamãe Bennet e a atualidade de sua atitude batem forte como um tapa na cara da sociedade de ainda hoje. Mulher tem que casar.

Jane, a mais velha, é sensata e muito boazinha. Sabe aquela pessoa de bom coração que sempre enxerga o melhor nas pessoas? É ela. As duas mais novas, Kitty e Lydia, têm um fogo no rabo inesgotável. E a irmã do meio Mary, é aquela coisinha quietinha sempre apagadinha no fundo do cenário. Me fez falta saber um pouco mais sobre a Mary.

Papai Bennet é negligente, parece que ele se importa mais com sua própria paz na biblioteca de casa do que com a família em si, mas ele é pra frentex também e responsável por uma das passagens mais deliciosas da história para mim, que é quando ele dá a benção à Lizzy para não se casar com o Mr. Collins.

Pior primeira impressão ever ¬¬
Agora, quem rouba a cena mesmo é ele, aquele de quem todos falam e é alvo de derretimentos universais: Mr. Darcy. Ah, Mr. Darcy! Tão desconfortável, introspectivo, sem jeito. Adoro. Me identifiquei, confesso, quando ele diz que não é fácil para ele se relacionar com pessoas fora de seu convívio. Tem gente, como o Mr. Bingley, que faz amigo fácil. Eu não sou uma dessas pessoas, e o Mr. Darcy também não. Seria o suficiente para ele ter minha simpatia imediata, mas ele não é só isso e a fofura escondida desse homem não tem limites. Sabe aquela pessoa que ajuda todo mundo e prefere que isso fique em segredo? É ele. Darcy não precisa de agradecimentos para ser generoso.

Enfim, depois de infinitas suposições (quase todas erradas e muitas infundadas) tudo dá certo e finalmente vemos Jane e Bingley juntos e Lizzy e Darcy se acertarem no final. Depois de tantas complicações obviamente causadas por eles mesmos, ver tudo dar certo dá uma sensação ao mesmo tempo de missão cumprida e de hakuna matata. Felizes para sempre não, mas final feliz, com certeza.

Awkward...
Logo que terminei o livro, vi a última adaptação cinematográfica da obra, de 2005, com Keira Knightley no papel de Lizzy Bennet. Não sei qual foi a recepção do filme, e não me importo, eu gostei bastante. Muita coisa foi mantida exatamente como no livro e as diferenças se encaixaram bem, em minha opinião. Matthew Macfadyen como Mr. Darcy também ficou ótimo, todo duro e sem jeito como eu o imaginei.

Pretendo assistir a outras adaptações e estou ansiosa por uma em particular: a série da BBC de 1995 em que Colin Firth faz o papel de Darcy. Ele tem cara de Darcy. E aparentemente há um consenso de que ele foi o melhor até agora. Vamos ver!

Até!

Nenhum comentário:

Postar um comentário